Mostrando postagens com marcador Monja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Monja. Mostrar todas as postagens

Só para meninas

A abadia de Druk Gawa Khilwa para mulheres, foi fundada por S.S 12° Gyalwang Drukpa, líder espiritual da linhagem de Drukpa. Atualmente há aproximadamente trezentas monjas no monartério, duzentas monjas sênior estão sendo treinadas em Ladakh no centro de Kortsa e cem monjas que estão em níveis avançados de treinamento introdutório na montanha de Druk Amitabha em Kathmandu, Nepal. A linnhagem de Drukpa se baseia nos ensinamentos de Naropa e de sua consort Niguma, no passado muitas praticantes alcançaram a iluminação através de mestres altamente realizados da linhagem. Gyalwang Drukpa diz que as mulheres devem ter as mesmas oportunidades oferecidadas aos homens para aprender e evoluir na trajetória espiritual.


O primeiro monastério fica em Kortsa, em uma área montanhosa em Ladakh, e o segundo em Kathmandu, no Nepal. As monjas de Kortsa praticam um retiro solitário enquanto as que estão em Kathmandu permanecem aprendendo a filosofia e os rituals budistas da linhagem budista. S.S. o 12° Gyalwang Drukpa cuidada pessoalmente da saúde física e do desenvolvimento espiritual das alunas. Ele conta com o apoio aoutros mestres da linhagem que compartilhem de sua aspiração de dar oportunidades iguais as praticantes femininas e assim tentar reviver uma linhagem espiritual de Yoginis.
No futuro, as monjas terão a possibilidade praticar os tantras mais elevados, para beneficiar muitos seres que estão sofrendo no samsara.

Se o Dalai Lama fosse uma mulher...

Há pouco tempo o Dalai Lama estava com um grupo de monges e pediu a uma das monjas, que é uma monja do Havaí, discípula dele, que conduzisse a meditação. Todos se sentaram e ela começou a meditação de forma inusitada.
- Vamos supor que todas as imagens de Buda fossem femininas, vamos supor que o Dalai Lama fosse uma mulher, vamos supor que quem fizesse a recepção e servisse chá fossem os homens, os monges, vamos supor que as mulheres todas tivessem acesso aos níveis superiores de educação e de ensinamento, e que os monges não...
No final o Dalai Lama chorou:
- Perdão, nunca havia pensado nisso... Nunca havia percebido que nós discriminamos. Eu me comprometo a transformar isso, a mudar.
(Esse episódio foi realatado por Monja Coen)

Seguindo as regras

Em alguns paises budistas da Ásia, como a Tailândia, às mulheres não é permitido o uso do manto monástico colorido, sendo elas apenas aceitas como noviças entre leigas e monásticas, vestidas de branco, que renunciam ao mundo, sem entretanto se tornarem monjas completas.

Na Coréia, na China e no Japão as monjas recebem a mesma ordenacão dos monges e podem oficiar as mesmas cerimônias. Entretanto, a situação das mulheres na sociedade também se faz refletir na situacao das monjas na comunidade budista. Os templos liderados por monjas são menores e submetidos a templos maiores e mais poderosos liderados por monges. Elas também não participam das questões políticas das instituições.

Nos Estados Unidos e na Europa, em grupos formados por monges e monjas locais, a discriminação preconceituosa foi práticamente abolida e temos grandes professoras liderando os maiores centros budistas em vários paises da Europa e vários estados dos EUA.
As liderancas femininas tem características peculiares, como a do se comprometimento com a verdade, a transparência e pureza na prática - sem que isso signifique única ou especialmente voto de castidade, pois o budismo japonês permite o casamento dos monges e das monjas, quer entre si quer com leigos.

A perspectiva feminina

Quando Mahaprajapati pediu a Sakiamuni para se tornar monja, Ele recusou. Recusou varias vezes, alegando que mulheres não deveriam abandonar as famílias para entrar na ordem religiosa e viver de esmolas. Finalmente, depois de muita insistência e da solicitação do atendente de Shakiamuni, o monge Ananda, as mulheres foram admitidas na Ordem, desde que aceitassem oito regras a mais do que os homens. Entre essas oito regras a de submissão a qualquer monge - mesmo uma monja de 100 anos deveria obedecer a um monge recém ordenado.

A história nos conta que quando Buda fez uma palestra dizendo que todos os seres igualmente podem atingir o estado iluminado desde que pratiquem o Caminho Correto, tornando-se assim o próprio Caminho. Ananda, nesse momento, interferiu perguntando:
- Mais Venerável, todos os seres, sem exceção?
Buda responde:
- Sim, Ananda
- Então, por que o Mais Venerável do Mundo não concede a ordenação monástica a Mahaprajapati e seu grupo de mulheres?
O Buda histórico pareceu então perceber a discriminação e o preconceito que Ele mesmo carregava e as aceitou na Ordem, desde que obedecessem oito regras especiais.

A mulher no Budismo

Achei importante lembrar aqui um pouco da posição das mulheres em algumas civilizações antigas. Raramente souberam tratar com justiça as mulheres, muitas vezes consideradas como seres inferiores. A atitude de Buda, no início de sua pregação, segue essa linha, como se vê num de seus primeiros discursos: “As mulheres são malandrinhas, cheias de malícia e nelas é difícil encontrar a verdade”. Falando aos monges, afirmou que não se deveria nunca dirigir a uma mulher ou olhar para ela, a não ser em caso de necessidade. As regras estabelecidas inicialmente para sua recomendação referiam-se apenas a homens, porque só esses podiam tornar-se monges e atingir a perfeição.
Se uma mulher desejasse realmente o caminho da salvação, só tinha uma alternativa: renascer homem, o que seria possível caso em sua vida de mulher se esforçasse para “desenvolver o pensamento masculino”. A atitude de Buda explica-se, sobretudo, tomando como base sua dotrina sobre o aniquilamento do “desejo de viver”. A mulher, ligada à maternidade e ao nascimento, era vista como o obstáculo mais grave à libertação do ciclo dos novos nascimentos. Facilmente, ela podia desviar o homem de seus melhores propósitos, constituindo, assim, um grande perigo. Era preciso mantê-la bem afastada e, para isso, devia-se aprender a desprezá-la.
Mais tarde, essa atitude mudou. Uma lenda antiga conta que a mudança deveu-se às insistências da madrinha de Buda, apoiada pelas razões de Ananda (discípulo predileto de Buda), que pediam a fundação de uma ordem feminina no monastério budista.
O buda consentiu, ditando oito regras para as comunidades femininas, sinal de que também as mulheres poderiam atingir o Nirvana. UHUUUU!!!